O livro eletrônico do babaca antagônico


28/01/2009


coment em http://www.historiasdesconexas.blogspot.com/

Então eu já não fecho os olhos á noite porque q escuridão não permite que eu veja seus olhos, e eu já não ando sozinho pelo apartamento porque o barulho domar afoga minha coragem e as ondas são como moinhos de vento girando e girando num vortice sem fim. Eu ainda temo o passado que gritava e jurava maldição mas também temo o futuro de dores e arrependimento de um presente sem rosto e sem fim. Ainda sei o quento preciso da luz no meio da noite pra encontrar seu corpo e seus cabelos e sei o quanto preciso de voce nos meus quando cada uma dessas ondas quebrar na areia.

Escrito por Silvião às 13h36
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23/01/2009


A que horas cai o sol?

A que horas cai o sol?
o Cão Danado distribuía seus poemas pelas ruas,
doava cultura e alegria,
doava rancor e pornografia,
dava pras putas mais que uma foda,
o que as dava era um pouco de paixão e era foda,
mas viver de poesia é ilusão?
Quantro vale a carne? Quanto vale a poesia?
Quanto se paga pela poesia?
É o que se paga ou quanto vale?
Quanto vale a poesia?
A poesia é alegria pra quem ama,
a poesia é ironia pra quem morreu na ventania,
a poesia é o caos instituído,
ao menos no coração bandido do poeta perdido,
a poesia é veiculo d etransporte às estrelas,
a poesia é mão no corpo e nos cabelos,
a poesia é curitiba iluminada,
a poesia é são paulo inundada,
a poesia é Londrina e é Paris,
a poesia é valor não declarado,
a poesia são as putas nas calçadas,
os cachorros nas poças d'água.
A poesia é começo e é final,
a poesia é certo e imoral,
a poesia é o bem e é o mal,
a poesia é Araxá no puteiro antigo.
A poesia vida e é morte,
a poesia é sapiência e é sorte.
Ela é o que não foi e aquielo que será,
a poesia nasce, mas ela jamasi morrerá...
Diamantes são eternos...
Poesias são diamantes formados com palavras, sentimentos, paixão...

Escrito por Silvião às 17h06
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21/01/2009


quero te ver

quero te ver no céu e ver na terra
te var na chuva e te ver na lua
te ver nas praças e te ver na rua
que te ver palida e te ver nua,
quero te ver assim e te ver assado
quero te ver depois do emaranhado
quero te ver na vida e te ver no ceú
quero te ver sempre que houver mel
quero te ver sorrindo e te ver chorando
quero te ver calada e te ver cantando
quero te ver no mar e te ver no ar
quero te ver cantar e te ver chora
quero te ver hoje e te ver amanhã
quero te ver de biquini e de blusa de lã
quero te ver no carro e te ver na cama
quero te ver odiar
quero te ver quando ama

Silvio Côrtes

 

Escrito por Silvião às 15h26
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13/10/2008


E sobre a mesa descansam os talheres sujos e os copos ainda com um pouco de vinho. Os olhares se entrelaçaram e as almas perderam as estribeiras. As bocas salivaram como lobos sobre as rochas do deserto. Os olhos escureceram e os seios entumesceram. Tudo se perdeu naquela vaga, onde vago entre as pragas da sua memória, da sua mente demente. Tudo se fez sangue e se fez duro e tudo se eprdeu no acaso. Mas apenas quando terminou aquele gozo de dor e ilusão.

Escrito por Silvião às 10h22
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11/07/2008


Coment em PIA SUJA

D'águas vermelhas com sangue, curam a alma permissiva da dona da madrugada. Olhos são janelas para um algo que não se encontra nem no meio da noite. Almas perdidas de amor e desejo. Somos como água, como águia, como sangue. Somos como o passado que conta que foi e nunca volta a sua própria derrota!

Escrito por Silvião às 14h37
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26/06/2008


postado como comentário no blog http://aoscacos.blogspot.com

O peito pulsa imperfeito

 

No peito pulsando imperfeito,
amante da dor do que é feito,
homos pensantes vazios,
andando entre dias frios.
A válvula passa ao caos,
abrindo um amor sem pudor,
sapiens sabem se são,
porém nunca pra onde irão!

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h18
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25/06/2008


Réquiem para quem escreve ou não quero ser Mário Bortolotto

Eu passo todos esses dias pensando e escrevendo e vou percebendo que a cada instante estou ficando mais maduro. Estou notando que já não rio tanto quanto antes, as piadas precisam de um pouco mais de inteligência ou de inteligência nenhuma para me motivarem uma gargalhada. Na verdade, ando com a cara meio fechada porque não tenho passado bem, tenho sentido dores, inclusive na consciência. Tenho uma frase linda poética, que ainda não consegui dizer a ninguém, acho que por falta de coragem. Mas e verdade é que quem me olha, olha um homem morto.

Nunca quis ser igual a ninguém, pelo contrário, sou arrogante demais pra isso. Sou um cara chato e demasiadamente orgulhoso para querer me parecer com alguém. Gosto de beber e bebo bastante. Isso está me matando. Quem escreve é um homem morto. Não publiquei nenhum livro até agora, estou na estrada já há alguns anos. Nunca planejei caminhar na estrada de Bukowski que bebia, bebia e gostava. Não quero ser como ele. Bebo também e também porque gosto, mas meu fígado não é o fígado de Bukowski, o meu fígado é um figadozinho de merda que não agüentou o tranco e agora quer me levar dessa pra outra.

Eu tomo uísque e então olho para o copo e penso. Quem bebe é um homem morto. Gosto de beber e escrever. Escrevo no dia seguinte porque meu fígado anda tão debilitado que não consigo mais organizar as idéias quando estou embriagado. Isso já não me agrada mais. Não tenho medo da morte, porém, ainda prefiro viver. Gostaria de ver meu trabalho publicado em algo mais que jornais e internet. Quem escreve é um homem morto.

Mas sou muito na minha. É o meu jeito, sou assim. Não vivo a sombra de ninguém, tenho meus próprios princípios e minhas idéias são únicas, são minhas. Muita gente não gosta do que escrevo. Ótimo, se todos gostassem não teria graça nenhuma. Sou assim, um homem que bebe, que fala, que pensa. Um homem que gosta da noite e da solidão. Sou único. Indivíduo. Não me assemelho a ninguém. Quem gosta de mim ou do meu trabalho, gosta de algo único. Não sou sombra e nem seguidor. Não sou devoto e nem tiete. Não sou fã de homens. Sou um homem como todos. Todos são homens como eu. Bebo, escrevo, ando e me perco, mas não quero ser Mário Bortolotto. Enquanto escrevo meu fígado dói o uísque de ontem. Quem escreve é um homem morto.

 

Silvio Côrtes

Escrito por Silvião às 10h06
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Teatro Solidão - postado como comentário no blog http://ressacadihomii.blogspot.com/

Mas aquela peça era escrita de uma única mão, num unico momento de inspiração, para uma só pessoa e uma só garganta. Era um monólogo sobre solidão, sobre coisas que passaram, que ficaram na página ímpar... Mas era escrita para um único ator, gritada num só eco, chorada por uma lágrima só, beijada por uma única boca, num palco de uma só degrau... encenada para uma platéia de um homem só!!!

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h37
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24/06/2008


Postado como comentário no blog Versos de Falópio de Samantha Abreu - o link está ao final do texto

Mas se queremos o mundo,já não conhecemos a profunda linha que cruza entre a sorte e a morte e faz-se trilhos entra a ida e a vida,
Mas se é liberdade já não eh perdida e se é chegada, já não é partida,
E se queremos ficar, podemos ir de uma vez e encontrar a dúvida no fim desse caderno escuro,
Mas aqueles que correm, correm porque sentem saudades e aqueles que amam, amam porque estão à vontade...

http://versosdefalopio.blogspot.com/

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h11
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23/06/2008


publicado como comentário no blog http://dianasan.blogspot.com

Festas entre as frestas

Pela fresta olho os olhos,
vejo a noite entre as lacunas,
uma a uma passo as vistas,
como estrelas infinitas,
perdidas por onde se vai e se vem,
como camisas de seda que se amassam,
Pela fresta vejo os olhos que não vêem,
pela fresta faço a festa,
a noite às vezes é minha,
como festa por entre as frestas,
que às vezes são minhas,
Às vezes é minha a noite,
às vezes são minhas as festas,
às vezes são minhas as ondas,
às vezes as perco nas frestas...

 

Silvio Côrtes

Escrito por Silvião às 18h06
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Postado como comentário no blog do meu amigo Cássio, o link tá aih do lado sob o título Enten Katsudatsu

Mato o manto mágico,
corro pela madrugada gelada,
um caminho de caixas e coxas,
elas nos mostram seus seios,
corram para longe do moinho,
sexo é alegria na noite embebecida,
comam mais carne e sequem suas entranhas,
as mulheres são melhores quando cantam,
quero um tanto de alegria pra essa noite solitária,
uma bela Isabela com coxas grossas e seios pequenos,
quero alguém pra folhear meu livro de imagens e letras,
quero uma noite entre dois dias,
quero uma presa facil para um lobo velho,
quero cheiro de sangue, quero cheiro de sexo,
quero um dia a mais pra girar meu mundo inconsciente,
entre tudo aquilo que chamamos de pernas...

 

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h07
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20/06/2008


Essas são boas ondas

Olha morena, as ondas que te trazem até a praia são boas ondas. Uma marola calma e fresca que não passa por cima dos ancoradouros e não bomba de trsiteza os olhos daquele que vê. Essas são ondas efêmeras. Também são ondas eternas. Essas ondas que te trazem traduzem o desejo do mar. Essas, são ondas amigas. São boas ondas as que te trazem como no colo da existência aflita, da garganta cansada, do minuto de tensão. São boas essas ondas que te trazem num dia de sol não muito quente. Numa brisasinha que pede uma lã fina e um pouco de desejo. Lânguido e suscinto, preso na saliva dos lábios, língua poeta, beijo. Essas ondas são boas ondas, são ondas amigas, que te trazem até a praia, com coxas, seios e poesia!

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h16
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04/06/2008


Espero que os sonhos permaneçam em seus lugares

É uma musica alta no fundo da alma esse seu cheiro. Aquele algo especial que desce junto com a nuvem de chuva pela encosta da montanha que insiste em não ser imóvel. É um ardor de frio inconsciente que paira sobre opalas e esmeraldas. É uma floresta negra e viva, ávida e incoerente. É um corpo.

            Os copos que jorram em si as mesmas águas e sabores e derramam um cálido sabor de chuva no covil da inconseqüência. São umbrais de dor e sentimentos e capas de coragem e tesão. São mendigos de alma e amor, vampiros de sorrisos e rosas. São caixotes cheios de frutas na porta do mercadão, um japonês vendendo verduras alheio ao que morre sobre a calçada.

            São olhos de serpente e de furacão, camadas por cima de um tempo que se perdeu, que correu atrás da sorte e encontrou o azar no banheiro usando meias soquete. É uma vida azul, sem sangue e sem ar, sem chance e nem amor. É um elo que liga nada a lugar algum e que imagina um desenho que desgasta como o sorriso da bela da tarde. É uma ponta de língua que arrepia a nuca e os princípios.

            São flores arrumadas em espirais, coloridas e cheirosas. São partículas de pensamentos que flutuam como pólen para as mentes mais receptivas. São óvulos na espera do que os enxertem, do que os dominem, do que os fecundem. São partes de uma vida construída a cada ato, a cada capítulo. Vidas que se perdem na coletividade.

            São céus e infernos, são pessoas e possibilidades. São almas e luzes, são caminhos e lugares. São pessoas e números, registros e lembranças. São costumes e tradições, são beijos e sopapos. São cobras e ratos, dramaturgos e atores, escritores e cantoras, desenhistas e artesãos. São todos parte de um mesmo céu, são todos raios de um mesmo sol. São todos morte de uma mesma escuridão, são todos meios para um mesmo fim...

            Mas é música alta no fundo da alma esse teu cheiro, que me cobre de frio e medo, por onde passa seus olhos, por onde correm seus pensamentos, e onde caem as suas juras.

 

Silvio Côrtes

Escrito por Silvião às 10h45
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03/06/2008


Postado como comentário no PIA SUJA, link está aí ao lado

Olha, as imagens desse teu jeito de olor lascivo me interessam, como as fotos sobre a penteadeira e uma garrafa de vodka. Olha, esses teus olhos me interessam, como um carro que passa veloz alheio a tudo o que resta do céu e da noite e da cama. Ainda quero ver as valquírias, nuas em cavalos brancos e ainda quero ser o asno da Bella que cavalga e ainda desejo olhares que coleciono como beijos e selos e sexo. Ainda sou seco e desarrumado, mas ainda assim perco tempo olhando para a tv desligada e perdida de sentimentos e planos. Olho o que não vejo e sinto o cheiro de seu sexo em meus lençóis. Elas caminham enquanto cavalgamos, e elas cantam enquanto choramos, elas gritam enquanto sorrimos e elas odeiam... enquanto amamos...

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h16
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02/05/2008


Dessa será?

Dessas ou até das mais novas, ainda não sei direito qual a minha preferência. Uma mais redonda ou menos curvilínea. Eu sempre amei todas essas palavras, mas elas já não falam tanto comigo.

O cara escrevia pra caralho e agora entrou numa adolescência literária de “dus” e “dís” e eu não entendo mais nada.

Tanta gente passando na minha frente e as mulheres caminham rápidas e nem se preocupam com o que está acabando rapidamente e eu na mesma inércia de sempre.

Tão pouco pra ser e nada pra conquistar e as praças são públicas e desvairadas e putas continuam sorrindo.

Afinado, desvairado e comprometido. Sorridente e barulhento e sempre com algo pra responder. Vacas que caminham nas calçadas e nem estou na índia. Quero um pote de ouro pra curar meu vício e uma mulher coletiva pra matar minha sede. Quero quem me ame de fato e me ajude na fuga e me diga quem sou na manhã seguinte. Quero quem me traga cigarros e encha meu copo, me beije a boca e deseje boa noite.

Quero quem me seja verdade e me fale mentiras e caminhe ao meu lado até Araxá. Ou ainda que o sexo agrade me mostre novas formas de voar e voar.

Quero aquilo que me prenda a atenção e me mostre o mundo por dentro da idéia central.

Dessas, ou até das mais novas, não sei quais as me agradam, não conheço meu coração. Mais reto e isenta a moral, dando voltas no meio da noite, perto de latas de lixo cheias de resto da imoralidade que sempre amei e bebi. Copos. Corpos. Copas. Capas. Campos. Copos.

Uma só palavra talvez termine com a minha idéia imoral, mas nenhuma idéia acabará com a imoralidade das minhas palavras. Jamais. Seja redonda ou menos curvilínea!

 

Silvio Côrtes

Escrito por Silvião às 16h17
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