O livro eletrônico do babaca antagônico


14/04/2012


Pra quem já nasce morto

Praqueles que nascem mortos e os que morrem ao nascer, pros que vivem sem ter vida do lado de dentro e os que sofrem por querer viver. Praqueles miseraveis que escondem a vida dentro de um cofrinho em formato de porquinho e abusam da avareza debaixo do sol. Tambem aqueles que estão sentados olhando o passar do tempo, olhando pro relogio enquanto a vida corre desvairada. Aqueles que morrem depressa e também os que morrem devagar, os que morrem cantando e tambem, os que choram sem parar. Praqueles que se esqueceram da vida, que a fizeram perdida e os que ficaram pelo caminho. Praqueles que puseram a vida num cesto, num cabresto. Mas tambem pros que deixaram a vida solta, escorrendo ladeira abaixo, desenfreada, sem obstáculos nem comportas. Que deixaram a vida acontecer sem medir muito o tamanho do problema... Aqueles todos que vivem, que morrem, que sofrem, que correm. É praqueles que tem pressa e também pros sossegados. É pra quem vai e quem vem, quem vive livre ou é refém... è vida pra viver... Viver... Até morrer...

Escrito por Silvião às 15h32
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Pra casa

agora

pra cama

sem demora

Escrito por Silvião às 15h24
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Os arrependimentos de Sanches

Ei, Sanches, como voce anda? Tem feito alguma coisa interessante depois daquele dia em que nos separamos? Os caminhos foram outros mas as coisas são assim mesmo, elas vêm e vão, muitas das vezes nem dão aviso prévio, só desaparecem. Sabe Sanches, tive pensando na sua irmã, bemq ue eu poderia ter casado com ela, mas você não deixou, dizia que eu era seu melhor amigo e jamais poderia namorar a sua irmã. Então mané, ela casou com o Gutão e vê lá no que deu. O filhadaputa metendo a mão na cara dela e você com essa sua moleza de sempre, fingindo que não tá sabendo. Olha isso cara, eu falando dessas coisas que não fizemos e de como poderia ter sido. Porra cara, agora já foi, fudeu tudo, acabou... Ficamos velhos meu amigo e não soubemos aproveitar o tempo. Corremos e não chegamos a lugar algum. E agora Sanches, como vai ser... Voce por aí se lamenta por mim, ou... Eu aqui... Choro por você?

Escrito por Silvião às 14h51
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01/06/2010


Os dias são frios, afinal é o inverno. Percebo que muito além do frio que o globo sugere, a solidão está me congelando... E olho por cima dos ombros das pessoas nas ruas tentando enxergar alguem conhecido, procuro por todos os lados calor. Não preciso de uma coberta de lã e nem ma blusa de soft, quero mesmo é alguem que aqueça meu coração, que me veja mesmo estando longe e sempre me telefone na madrugada para falar de coisas banais. Quero um calor que começe por dentro e depois aqueça meu rosto e mes desejos. m calor que queime minha alma e minha pele talvez... Quero tudo aquilo que já queria há tempos e quase tudo que pude conhecer. Nada mais de jogos para passar meu dia e nem uma sopa rala no final da noite. Quero calor, quero fogo, quero desejo...

Escrito por Silvião às 17h18
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28/01/2009


coment em http://www.historiasdesconexas.blogspot.com/

Então eu já não fecho os olhos á noite porque q escuridão não permite que eu veja seus olhos, e eu já não ando sozinho pelo apartamento porque o barulho domar afoga minha coragem e as ondas são como moinhos de vento girando e girando num vortice sem fim. Eu ainda temo o passado que gritava e jurava maldição mas também temo o futuro de dores e arrependimento de um presente sem rosto e sem fim. Ainda sei o quento preciso da luz no meio da noite pra encontrar seu corpo e seus cabelos e sei o quanto preciso de voce nos meus quando cada uma dessas ondas quebrar na areia.

Escrito por Silvião às 13h36
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23/01/2009


A que horas cai o sol?

A que horas cai o sol?
o Cão Danado distribuía seus poemas pelas ruas,
doava cultura e alegria,
doava rancor e pornografia,
dava pras putas mais que uma foda,
o que as dava era um pouco de paixão e era foda,
mas viver de poesia é ilusão?
Quantro vale a carne? Quanto vale a poesia?
Quanto se paga pela poesia?
É o que se paga ou quanto vale?
Quanto vale a poesia?
A poesia é alegria pra quem ama,
a poesia é ironia pra quem morreu na ventania,
a poesia é o caos instituído,
ao menos no coração bandido do poeta perdido,
a poesia é veiculo d etransporte às estrelas,
a poesia é mão no corpo e nos cabelos,
a poesia é curitiba iluminada,
a poesia é são paulo inundada,
a poesia é Londrina e é Paris,
a poesia é valor não declarado,
a poesia são as putas nas calçadas,
os cachorros nas poças d'água.
A poesia é começo e é final,
a poesia é certo e imoral,
a poesia é o bem e é o mal,
a poesia é Araxá no puteiro antigo.
A poesia vida e é morte,
a poesia é sapiência e é sorte.
Ela é o que não foi e aquielo que será,
a poesia nasce, mas ela jamasi morrerá...
Diamantes são eternos...
Poesias são diamantes formados com palavras, sentimentos, paixão...

Escrito por Silvião às 17h06
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21/01/2009


quero te ver

quero te ver no céu e ver na terra
te var na chuva e te ver na lua
te ver nas praças e te ver na rua
que te ver palida e te ver nua,
quero te ver assim e te ver assado
quero te ver depois do emaranhado
quero te ver na vida e te ver no ceú
quero te ver sempre que houver mel
quero te ver sorrindo e te ver chorando
quero te ver calada e te ver cantando
quero te ver no mar e te ver no ar
quero te ver cantar e te ver chora
quero te ver hoje e te ver amanhã
quero te ver de biquini e de blusa de lã
quero te ver no carro e te ver na cama
quero te ver odiar
quero te ver quando ama

Silvio Côrtes

 

Escrito por Silvião às 15h26
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13/10/2008


E sobre a mesa descansam os talheres sujos e os copos ainda com um pouco de vinho. Os olhares se entrelaçaram e as almas perderam as estribeiras. As bocas salivaram como lobos sobre as rochas do deserto. Os olhos escureceram e os seios entumesceram. Tudo se perdeu naquela vaga, onde vago entre as pragas da sua memória, da sua mente demente. Tudo se fez sangue e se fez duro e tudo se eprdeu no acaso. Mas apenas quando terminou aquele gozo de dor e ilusão.

Escrito por Silvião às 10h22
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11/07/2008


Coment em PIA SUJA

D'águas vermelhas com sangue, curam a alma permissiva da dona da madrugada. Olhos são janelas para um algo que não se encontra nem no meio da noite. Almas perdidas de amor e desejo. Somos como água, como águia, como sangue. Somos como o passado que conta que foi e nunca volta a sua própria derrota!

Escrito por Silvião às 14h37
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26/06/2008


postado como comentário no blog http://aoscacos.blogspot.com

O peito pulsa imperfeito

 

No peito pulsando imperfeito,
amante da dor do que é feito,
homos pensantes vazios,
andando entre dias frios.
A válvula passa ao caos,
abrindo um amor sem pudor,
sapiens sabem se são,
porém nunca pra onde irão!

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h18
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25/06/2008


Réquiem para quem escreve ou não quero ser Mário Bortolotto

Eu passo todos esses dias pensando e escrevendo e vou percebendo que a cada instante estou ficando mais maduro. Estou notando que já não rio tanto quanto antes, as piadas precisam de um pouco mais de inteligência ou de inteligência nenhuma para me motivarem uma gargalhada. Na verdade, ando com a cara meio fechada porque não tenho passado bem, tenho sentido dores, inclusive na consciência. Tenho uma frase linda poética, que ainda não consegui dizer a ninguém, acho que por falta de coragem. Mas e verdade é que quem me olha, olha um homem morto.

Nunca quis ser igual a ninguém, pelo contrário, sou arrogante demais pra isso. Sou um cara chato e demasiadamente orgulhoso para querer me parecer com alguém. Gosto de beber e bebo bastante. Isso está me matando. Quem escreve é um homem morto. Não publiquei nenhum livro até agora, estou na estrada já há alguns anos. Nunca planejei caminhar na estrada de Bukowski que bebia, bebia e gostava. Não quero ser como ele. Bebo também e também porque gosto, mas meu fígado não é o fígado de Bukowski, o meu fígado é um figadozinho de merda que não agüentou o tranco e agora quer me levar dessa pra outra.

Eu tomo uísque e então olho para o copo e penso. Quem bebe é um homem morto. Gosto de beber e escrever. Escrevo no dia seguinte porque meu fígado anda tão debilitado que não consigo mais organizar as idéias quando estou embriagado. Isso já não me agrada mais. Não tenho medo da morte, porém, ainda prefiro viver. Gostaria de ver meu trabalho publicado em algo mais que jornais e internet. Quem escreve é um homem morto.

Mas sou muito na minha. É o meu jeito, sou assim. Não vivo a sombra de ninguém, tenho meus próprios princípios e minhas idéias são únicas, são minhas. Muita gente não gosta do que escrevo. Ótimo, se todos gostassem não teria graça nenhuma. Sou assim, um homem que bebe, que fala, que pensa. Um homem que gosta da noite e da solidão. Sou único. Indivíduo. Não me assemelho a ninguém. Quem gosta de mim ou do meu trabalho, gosta de algo único. Não sou sombra e nem seguidor. Não sou devoto e nem tiete. Não sou fã de homens. Sou um homem como todos. Todos são homens como eu. Bebo, escrevo, ando e me perco, mas não quero ser Mário Bortolotto. Enquanto escrevo meu fígado dói o uísque de ontem. Quem escreve é um homem morto.

 

Silvio Côrtes

Escrito por Silvião às 10h06
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Teatro Solidão - postado como comentário no blog http://ressacadihomii.blogspot.com/

Mas aquela peça era escrita de uma única mão, num unico momento de inspiração, para uma só pessoa e uma só garganta. Era um monólogo sobre solidão, sobre coisas que passaram, que ficaram na página ímpar... Mas era escrita para um único ator, gritada num só eco, chorada por uma lágrima só, beijada por uma única boca, num palco de uma só degrau... encenada para uma platéia de um homem só!!!

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h37
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24/06/2008


Postado como comentário no blog Versos de Falópio de Samantha Abreu - o link está ao final do texto

Mas se queremos o mundo,já não conhecemos a profunda linha que cruza entre a sorte e a morte e faz-se trilhos entra a ida e a vida,
Mas se é liberdade já não eh perdida e se é chegada, já não é partida,
E se queremos ficar, podemos ir de uma vez e encontrar a dúvida no fim desse caderno escuro,
Mas aqueles que correm, correm porque sentem saudades e aqueles que amam, amam porque estão à vontade...

http://versosdefalopio.blogspot.com/

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h11
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23/06/2008


publicado como comentário no blog http://dianasan.blogspot.com

Festas entre as frestas

Pela fresta olho os olhos,
vejo a noite entre as lacunas,
uma a uma passo as vistas,
como estrelas infinitas,
perdidas por onde se vai e se vem,
como camisas de seda que se amassam,
Pela fresta vejo os olhos que não vêem,
pela fresta faço a festa,
a noite às vezes é minha,
como festa por entre as frestas,
que às vezes são minhas,
Às vezes é minha a noite,
às vezes são minhas as festas,
às vezes são minhas as ondas,
às vezes as perco nas frestas...

 

Silvio Côrtes

Escrito por Silvião às 18h06
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Postado como comentário no blog do meu amigo Cássio, o link tá aih do lado sob o título Enten Katsudatsu

Mato o manto mágico,
corro pela madrugada gelada,
um caminho de caixas e coxas,
elas nos mostram seus seios,
corram para longe do moinho,
sexo é alegria na noite embebecida,
comam mais carne e sequem suas entranhas,
as mulheres são melhores quando cantam,
quero um tanto de alegria pra essa noite solitária,
uma bela Isabela com coxas grossas e seios pequenos,
quero alguém pra folhear meu livro de imagens e letras,
quero uma noite entre dois dias,
quero uma presa facil para um lobo velho,
quero cheiro de sangue, quero cheiro de sexo,
quero um dia a mais pra girar meu mundo inconsciente,
entre tudo aquilo que chamamos de pernas...

 

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h07
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