O livro eletrônico do babaca antagônico


26/06/2008


postado como comentário no blog http://aoscacos.blogspot.com

O peito pulsa imperfeito

 

No peito pulsando imperfeito,
amante da dor do que é feito,
homos pensantes vazios,
andando entre dias frios.
A válvula passa ao caos,
abrindo um amor sem pudor,
sapiens sabem se são,
porém nunca pra onde irão!

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h18
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25/06/2008


Réquiem para quem escreve ou não quero ser Mário Bortolotto

Eu passo todos esses dias pensando e escrevendo e vou percebendo que a cada instante estou ficando mais maduro. Estou notando que já não rio tanto quanto antes, as piadas precisam de um pouco mais de inteligência ou de inteligência nenhuma para me motivarem uma gargalhada. Na verdade, ando com a cara meio fechada porque não tenho passado bem, tenho sentido dores, inclusive na consciência. Tenho uma frase linda poética, que ainda não consegui dizer a ninguém, acho que por falta de coragem. Mas e verdade é que quem me olha, olha um homem morto.

Nunca quis ser igual a ninguém, pelo contrário, sou arrogante demais pra isso. Sou um cara chato e demasiadamente orgulhoso para querer me parecer com alguém. Gosto de beber e bebo bastante. Isso está me matando. Quem escreve é um homem morto. Não publiquei nenhum livro até agora, estou na estrada já há alguns anos. Nunca planejei caminhar na estrada de Bukowski que bebia, bebia e gostava. Não quero ser como ele. Bebo também e também porque gosto, mas meu fígado não é o fígado de Bukowski, o meu fígado é um figadozinho de merda que não agüentou o tranco e agora quer me levar dessa pra outra.

Eu tomo uísque e então olho para o copo e penso. Quem bebe é um homem morto. Gosto de beber e escrever. Escrevo no dia seguinte porque meu fígado anda tão debilitado que não consigo mais organizar as idéias quando estou embriagado. Isso já não me agrada mais. Não tenho medo da morte, porém, ainda prefiro viver. Gostaria de ver meu trabalho publicado em algo mais que jornais e internet. Quem escreve é um homem morto.

Mas sou muito na minha. É o meu jeito, sou assim. Não vivo a sombra de ninguém, tenho meus próprios princípios e minhas idéias são únicas, são minhas. Muita gente não gosta do que escrevo. Ótimo, se todos gostassem não teria graça nenhuma. Sou assim, um homem que bebe, que fala, que pensa. Um homem que gosta da noite e da solidão. Sou único. Indivíduo. Não me assemelho a ninguém. Quem gosta de mim ou do meu trabalho, gosta de algo único. Não sou sombra e nem seguidor. Não sou devoto e nem tiete. Não sou fã de homens. Sou um homem como todos. Todos são homens como eu. Bebo, escrevo, ando e me perco, mas não quero ser Mário Bortolotto. Enquanto escrevo meu fígado dói o uísque de ontem. Quem escreve é um homem morto.

 

Silvio Côrtes

Escrito por Silvião às 10h06
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Teatro Solidão - postado como comentário no blog http://ressacadihomii.blogspot.com/

Mas aquela peça era escrita de uma única mão, num unico momento de inspiração, para uma só pessoa e uma só garganta. Era um monólogo sobre solidão, sobre coisas que passaram, que ficaram na página ímpar... Mas era escrita para um único ator, gritada num só eco, chorada por uma lágrima só, beijada por uma única boca, num palco de uma só degrau... encenada para uma platéia de um homem só!!!

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h37
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24/06/2008


Postado como comentário no blog Versos de Falópio de Samantha Abreu - o link está ao final do texto

Mas se queremos o mundo,já não conhecemos a profunda linha que cruza entre a sorte e a morte e faz-se trilhos entra a ida e a vida,
Mas se é liberdade já não eh perdida e se é chegada, já não é partida,
E se queremos ficar, podemos ir de uma vez e encontrar a dúvida no fim desse caderno escuro,
Mas aqueles que correm, correm porque sentem saudades e aqueles que amam, amam porque estão à vontade...

http://versosdefalopio.blogspot.com/

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h11
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23/06/2008


publicado como comentário no blog http://dianasan.blogspot.com

Festas entre as frestas

Pela fresta olho os olhos,
vejo a noite entre as lacunas,
uma a uma passo as vistas,
como estrelas infinitas,
perdidas por onde se vai e se vem,
como camisas de seda que se amassam,
Pela fresta vejo os olhos que não vêem,
pela fresta faço a festa,
a noite às vezes é minha,
como festa por entre as frestas,
que às vezes são minhas,
Às vezes é minha a noite,
às vezes são minhas as festas,
às vezes são minhas as ondas,
às vezes as perco nas frestas...

 

Silvio Côrtes

Escrito por Silvião às 18h06
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Postado como comentário no blog do meu amigo Cássio, o link tá aih do lado sob o título Enten Katsudatsu

Mato o manto mágico,
corro pela madrugada gelada,
um caminho de caixas e coxas,
elas nos mostram seus seios,
corram para longe do moinho,
sexo é alegria na noite embebecida,
comam mais carne e sequem suas entranhas,
as mulheres são melhores quando cantam,
quero um tanto de alegria pra essa noite solitária,
uma bela Isabela com coxas grossas e seios pequenos,
quero alguém pra folhear meu livro de imagens e letras,
quero uma noite entre dois dias,
quero uma presa facil para um lobo velho,
quero cheiro de sangue, quero cheiro de sexo,
quero um dia a mais pra girar meu mundo inconsciente,
entre tudo aquilo que chamamos de pernas...

 

Silvião Côrtes

Escrito por Silvião às 09h07
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